quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fome e as embalagens plásticas

Artigo de Alfredo Schmitt - empresário e presidente da Associação Brasileira de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) 

Todos os dias somos impactados por dados que mostram o quanto temos que avançar para superarmos um problema crônico da sociedade global: a fome.

O relatório Global "Food: waste not, want not", divulgado pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos (Imeche) do Reino Unido, escancara o absurdo número que mostra que de 30% a 50% dos alimentos produzidos no mundo nunca são ingeridos. Isto representa de 1,5 bilhão de toneladas de comida ao ano que têm o lixo como destino.

Fatores como falta de infraestrutura de transporte e armazenamento inadequado são razões desta perda, mas incrivelmente uma parte importante deste desperdício é apontado nas exigências de supermercados de somente ter produtos visualmente perfeitos em suas prateleiras.

Além disso, as promoções "compre um, leve dois" induzem as pessoas ao inverso da prática de consumo responsável, o que faz com que muita comida acabe no lixo.

Neste cenário, o papel dos plásticos é fundamental. Sua importância é notada desde o plantio do alimento, aumentando a produtividade, reduzindo as perdas por variações climáticas, garantindo a qualidade dos produtos e a melhoria das condições de logística e armazenamento.

As embalagens plásticas flexíveis, como as conhecemos, sejam sacolas plásticas de supermercado, embalagens como as de feijão ou frango, ou as stand & pouch dos molhos de tomate, entre outras, agregam propriedades que antes eram impensáveis para a manutenção da qualidade e durabilidade dos alimentos.

Esta indústria, que atua fortemente no setor alimentício, investe em tecnologia para o desenvolvimento de embalagens inteligentes, assegurando maior tempo de vida dos produtos e garantindo a proteção no transporte.

A indústria de embalagens plásticas flexíveis, aliada cada vez mais ao setor agrícola, pode contribuir decisivamente para minimizar as perdas na produção, garantir marca e valor agregado ao produto, além
de qualidade e durabilidade.

O setor também investe para que a identificação do produto seja um diferencial na prateleira, promovendo patamares internacionais de competitividade. "Embalar o Brasil para exportação" traz valor à produção nacional, muitas vezes vendida a granel. Soma-se a tudo isto o esforço desta indústria para criar no país a cultura das boas práticas de consumo, partindo do próprio plástico que é 100% reciclável.

Embalar a produção significa gerar emprego e renda, reduzir a fome e o desperdício. Compromisso social, econômico, ambiental e com as futuras gerações.

Por DCI - São Paulo/SP - Alfredo Schmitt **

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Campanha troca sacolas plásticas por móveis reciclados

Uma ação envolvendo aproximadamente 30 escolas e creches promete movimentar o início do ano letivo de 2013 em Santa Cruz do Sul. A ideia é incentivar alunos a juntarem o máximo de sacolas plásticas que serão destinadas para a reciclagem. O material arrecadado, junto com outros produtos recicláveis, será usado para produzir mesas, bancos e banquetas, para atender as instituições participantes.
O local para a entrega do material recolhido é o supermercado Zaffari, que promove a campanha em Santa Cruz. De lá, as sacolas serão enviadas para a empresa Plásticos Suzuki, de Estância Velha, que realiza reciclagem criando móveis com a chamada “madeira verde”.
Segundo o gerente da Comercial Zaffari de Santa Cruz, Dávilo Eogni, cerca de 40 escolas da cidade foram convidadas a participar da iniciativa, ficando a cargo da direção optar pela mobilização dos alunos. “Mandamos os contatos das instituições para a Plásticos Suzuki e eles falaram com as escolas. Na última terça já entregamos três banquetas para um colégio do Bairro Arroio Grande”, conta.
Os móveis produzidos com sacolas são mesas, bancos e banquetas. Eles serão entregues conforme o volume de materiais arrecadados – no caso das banquetas já entregues no Arroio Grande, cada uma é resultado de 2.370 sacolas recolhidas. A produção de “madeira verde” é feita a partir da separação dos tipos de plásticos. O material é moído, lavado e seco. Depois de derretido, moldado e resfriado, está pronto e pode contar até com uma coloração bem próxima da verdadeira madeira, dependendo dos produtos utilizados. A durabilidade destes materiais pode chegar a 500 anos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Falta esclarecimento sobre o uso de sacolas plásticas em supermercados de SP

Há um ano, em 25 de janeiro de 2012, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado fechou acordo com a APAS para proibir a distribuição das embalagens. No entanto, o fornecimento ainda ocorre normalmente nos estabelecimentos comerciais.
Em janeiro do ano passado a decisão entrou em vigor, mas a falta de alternativa ao consumidor derrubou a determinação um mês depois. Ainda em fevereiro de 2012, a Fundação Procon, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados, assinaram um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta sobre a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”, que visava substituir as sacolas descartáveis por reutilizáveis.
Já em junho do ano passado, a 1ª Vara do Fórum João Mendes obrigou a volta da distribuição das sacolinhas tradicionais, mas em julho, a mesma vara determinou que os supermercados iniciassem a distribuição gratuita de sacolas de plástico biodegradáveis e de papel.
Em agosto, no entanto, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu que as redes não precisavam mais oferecer nem mesmo as embalagens plásticas tradicionais aos clientes a partir de 16 de setembro. Porém dias antes, nova sentença exigia o fornecimento gratuito das sacolas, decisão que vigora até o momento.

Para o advogado da Plastivida, o fornecimento das embalagens deve ser realmente gratuito, mas na opinião de Jorge Kaimoti, o que ainda falta é uma política efetiva de cultura. Ainda segundo o advogado, o custo da embalagem embutido no preço dos produtos é outro tema que entrou em discussão no ano passado.

Questionado sobre a polêmica das sacolas plásticas, o governador Geraldo Alckmin defende o consumo consciente também e diz que o que falta é um trabalho de esclarecimento.
A reportagem* da Rádio Estadão visitou supermercados da cidade e constatou que a distribuição das sacolinhas continua, assim como o fornecimento de caixas de papelão e a venda de embalagens reutilizáveis. Procurada, a Associação Paulista de Supermercados não retornou ao pedido de entrevista.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Agas quer saber quais empresas aderiram à campanha das sacolas

Em iniciativa modelar para o setor no País, a Agas está engajada na redução gradativa do uso de sacolas plásticas no varejo, evitando o banimento do uso deste material nas lojas supermercadistas.

Neste sentido, a entidade deflagrou a campanha Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente, em parceria com o Ministério Público/RS e a Fecomércio/RS, e com o apoio de diversas outras entidades. 

Agora, a Associação pede que os supermercados que aderiram à campanha enviem à Agas exemplos de utilização do slogan educativo em suas sacolas de supermercados ou em outros materiais de divulgação, de modo a controlar o alcance do projeto e prestar contas ao MP e aos demais parceiros nesta ação.

Para as empresas que ainda não participam do projeto, as informações sobre como integrar a campanha estão disponíveis no site www.agas.com.br, link Serviços> Termos de Cooperação.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FEQUIMFAR e Força SP solicitam a Alckmin que sancione a lei sobre sacolas plásticas

No dia 14 de janeiro, Sergio Luiz Leite, o Serginho, presidente da FEQUIMFAR e 1º secretário da Força Sindical, e Danilo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical SP, estiveram em evento com Geraldo Alckmin e solicitaram que o governador sancione, sem veto, o Projeto de Lei 235/12 que obriga os estabelecimentos comercias a fornecerem embalagens para o transporte de mercadorias.
No final do ano passado, o projeto de lei de autoria do deputado Olímpio Gomes (PDT SP) foi aprovado no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele institui a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais do Estado fornecer, sem quaisquer custos adicionais aos clientes, embalagens apropriadas, adequadas e compatíveis com os produtos adquiridos, visando o acondicionamento e transporte das mercadorias.
“Este PL de autoria do Major Olímpio foi referendado pelo IDECON (Instituto Nacional de defesa do Consumidor) e a FEQUIMFAR (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo), junto com a CNTQ (Confederação nacional dos Trabalhadores no Ramo Químico) e a Força Sindical Nacional e Estadual apoiaram sua criação, que garante o direito dos consumidores. Nosso maior ensejo é de que o governador Geraldo Alckmin sancione com a máxima urgência essa tão esperada Lei que faz justiça às reivindicações da sociedade, dos trabalhadores e suas famílias”.

Sergio Luiz Leite,
Presidente da FEQUIMFAR e 1º secretário da Força Sindical

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

APPLE DESMENTE: Apple nega desenvolvimento de versão mais barata do iPhone

Após o "Wall Street Journal" e a rede Bloomberg divulgarem que a Apple estaria desenvolvendo uma versão mais barata do iPhone, de plástico, o presidente de marketing da empresa, Phil Schiller, refutou os rumores em entrevista a um jornal do grupo Jiefang Daily.

Via: Folha Online

Apple irá lançar iPhone de plástico

A Apple Inc. está estudando a possibilidade de produção de modelos mais baratos de iPhone para reforçar sua presença no mercado de smartphones, informa o jornal Wall Street Jornal, citando várias fontes. Em particular, a empresa está considerando a possibilidade de produção de celulares feitos de materiais mais baratos. Por exemplo, o plástico pode substituir o alumínio na caixa. O lançamento do novo modelo pode acontecer ainda este ano, se a empresa não desistir de seus planos.

Via: Wall Street Jornal Online