sexta-feira, 9 de março de 2018

Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo será apresentado na Sexta Conferência Internacional de Detritos Marinhos (6IMDC), nos EUA

O professor e pesquisador, Alexander Turra, irá representar o convênio da Plastivida com o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) neste, que é considerado o maior e mais relevante evento mundial sobre o tema


Março 2018 – O Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo, um marco na atuação do setor industrial brasileiro para compreender a origem da poluição dos mares, articular entre diversos setores e propor ações para mitigar esse problema de grandeza mundial, será apresentado na Sexta Conferência Internacional de Detritos Marinhos (6IMDC). Este, que é considerado o maior e mais relevante evento mundial sobre o tema, será realizado entre os dias 12 e 16 de março, em San Diego, Califórnia. 

O professor e pesquisador, Alexander Turra, irá representar o convênio da Plastivida com o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) no evento e apresentar o trabalho que vem sendo realizado desde 2012 para a mensuração e entendimento dessa questão na costa brasileira, assim como as ações realizadas pelo “Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo”, envolvendo a população, as indústrias e o poder público com vistas à prevenção e correção desse problema.

“O Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo foi selecionado entre mais de 700 temas inscritos nesse evento, o que ressalta a importância do trabalho e a necessidade de se mostrar caminhos inovadores e estratégicos para a articulação do setor produtivo em torno desse tema”, afirma Turra.

Em 2012, após se tornar signatária da “Declaração Global da Indústria dos Plásticos”, movimento mundial pela preservação do ambiente marinho, a Plastivida firmou um convênio com o IOUSP para estruturar o projeto técnico-científico sobre o tema.

Inicialmente, foi realizado um amplo levantamento bibliográfico, nacional e internacional, de artigos científicos sobre o assunto. Entre esses trabalhos, procurou-se identificar a magnitude do problema do acúmulo de resíduos, padrões relacionados à sua distribuição e às principais fontes geradoras, as abordagens metodológicas utilizadas e, principalmente, as tendências em termos de monitoramento aplicado em outras partes do mundo, buscando a comparação com o realizado no Brasil.

Foram realizados o diagnóstico e o monitoramento dos resíduos em praias brasileiras (SP, BA e AL), de forma a estabelecer séries temporais de dados e conhecer o tamanho e as características deste problema no Brasil; dimensionar a contribuição do país para o problema global, bem como levantar a origem dos resíduos nos mares e praias brasileiras.

Também foi realizado um diagnóstico sobre a poluição da Baía de Guanabara, que apontou que a participação dos resíduos plásticos é parte da poluição, além de esgoto doméstico, metabólicos de drogas e medicamentos, resíduos agrícolas e urbanos, entre outros, “o que apontou que o problema da poluição do ambiente marinho é multissetorial”, afirma Alexander Turra.
Outra conclusão a que se chegou é que grande parte do resíduo que chega aos mares vem do continente. “Assim, a degradação do ambiente marinho está fortemente associada à má gestão dos resíduos sólidos urbanos, além da questão da educação ambiental”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. Ele completa; “não importa o que é encontrado nos mares. Seja plástico ou não, seja reciclável ou não, não deveria estar ali. Precisamos atuar pela conscientização para evitar o descarte inadequado de qualquer tipo de produto, pois, enquanto cidadãos, temos que ser parte no processo de solução”.


Ações do “Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo” – Em sua apresentação no 6IMDC, Alexander Turra terá a oportunidade de apresentar ações concretas que o Fórum tem produzido, tanto voltadas para a educação ambiental, quanto para a mitigação da poluição nos mares.

Um dos produtos desse trabalho foi o Programa “Pellet Zero” que, a partir de uma análise detalhada, mapeamento e entendimento dos diferentes processos de perda de pellets plásticos para ambientes marinhos, resultou em uma versão brasileira do Manual de Orientações “Pellets Zero”, para a orientação do setor.

Entre as ações de educação, foi criado o “EnTenda o Lixo”, uma experiência na qual os visitantes participam de um processo prático de coleta de amostras de resíduos para acompanhar a observação das características e origem do material coletado. Com base nas informações geradas, os educadores estimulam reflexões sobre as possíveis estratégias para a solução do problema. A primeira tenda foi montada em parceria com o Museu do Amanhã (RJ), durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016 e o projeto segue pelo litoral Brasileiro.

O “Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo” realiza diversas interações em escolas, universidades e outros eventos, levando ao conhecimento do público, não só as causas e os impactos da poluição dos mares, mas principalmente as alternativas de participação do cidadão comum na busca da solução do problema.
Este trabalho é realizado em consonância com o Governo Federal, por meio da Gerencia Costeira do Departamento de Zoneamento Territorial do Ministério do Meio Ambiente e tem alcance inclusive internacional.
O “Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo” reúne até o momento 16 instituições: além da própria Plastivida, Abief, Abiplast, Abiquim, Abrade, Adirplast, Braskem, Dow, Instituto Brasileiro do PVC, Simperj, Simpesc, Simplás, Simplavi, Sindiplast, Sinplast, Sinproquim. Conta com uma plataforma online que consolida informações, reunidas desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção, coleta e reciclagem, e passa a ser uma ferramenta dessa mobilização setorial (www.porummarlimpo.org.br).


Sobre a Plastivida – A Plastivida é o instituto socioambiental dos plásticos e atua de maneira colaborativa, por meio da educação ambiental, para disseminar informações precisas e científicas sobre os plásticos - suas propriedades, aplicações, reciclabilidade, além do uso responsável e descarte adequado - a fim de contribuir com o desenvolvimento social e ambiental. Para mais informações: www.plastivida.org.br

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Educação Ambiental

Você sabe o que é responsabilidade compartilhada? É quando todos os setores da sociedade têm diferentes funções em torno de uma questão comum a todos.

A gestão do lixo é um exemplo de responsabilidade compartilhada.


O acúmulo de resíduos em ruas, rios e praias, que está se tornando um problema cada vez mais preocupante para o ser humano e principalmente para o meio ambiente, é um problema de todos – poder público, indústria, varejo e da população. Quando uma dessas partes deixa de cumprir suas funções, o meio ambiente padece.

Por exemplo:

•             Se a indústria deixa de fabricar produtos recicláveis, como são os plásticos, ou adotar produtos de baixa qualidade, que são inutilizados com maior facilidade, isso gera problemas ao meio ambiente – e muitas vezes ao bolso. A solução para esse problema inclui boas práticas de consumo e reciclagem desses resíduos, o que contribui à preservação do meio ambiente.
- Adote produtos recicláveis em seu dia a dia. Os plásticos, além de seguros, higiênicos, práticos e acessíveis, são 100% recicláveis podendo ser transformados em novos produtos ao final de sua vida útil.
•             A questão as sacolas plásticas é um claro exemplo em que o varejo pode fazer a sua parte. Quando os supermercados optam por oferecer ao consumidor as sacolinhas feitas dentro de norma técnica, ela garante o direito da população à embalagem, garante que essa embalagem possa ser usada em sua totalidade sem rasgar ou arrebentar com o peso das compras e que elas possam ser reutilizadas mais vezes. Ou seja, reduz o desperdício e promove a reciclagem.


•             Se as pessoas deixam de fazer a sua parte, também teremos problemas. Resíduos embalados incorretamente e o descarte de produtos em lugares impróprios, como em ruas e bueiros, das cidades são um dos principais fatores que contribuem para a formação de alagamentos e proliferação de doenças. Para que isso não aconteça, o descarte correto e consciente deve ser seguido por todos os setores que compõem a sociedade.


•             Se o poder público deixa de cumprir sua função de coletar resíduos nas cidades e de praticar a coleta seletiva e destinar para reciclagem, os impactos ao meio ambiente podem ser imensuráveis. Além de causar problemas urbanos, como enchentes e doenças, esses resíduos podem ir acabar parando em rios, lagos e mares afetando animais e seres humanos.


Muitos acham que a solução para todos esses problemas é o banimento dos produtos que estão poluindo os mais diferentes ecossistemas, porém não é assim, a educação ambiental é o ponto chave para que possamos conscientizar as pessoas que reciclar e reutilizar são muito mais vantajosos do que simplesmente banir.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O verão chegou! Fique atento com o período de chuvas

O verão chegou e com ele o período de chuvas fortes causadas pelo calor intenso.

Para prevenir enchentes e a proliferação de insetos vetores de doenças, algumas dicas são essenciais para que você possa ajudar na preservação do meio ambiente e da sua saúde.

Uma das primeiras coisas que devemos pensar é em não deixar as sacolas plásticas expostas no quintal de casa ou em qualquer outro ambiente externo. Com as chuvas fortes, as sacolinhas podem empossar e se tornar o ambiente ideal para a proliferação de insetos vetores de doenças, como a dengue.

Outra dica é sempre lembrar de separar o lixo seco do úmido em sacolinhas diferentes, para a reciclagem.

Vale também evitar o desperdício: use ao máximo da capacidade dos sacos plásticos, para colaborar com o meio ambiente. As sacolas plásticas fabricadas dentro de norma técnica são mais resistentes e não precisam ser usadas em duplicidade (uma dentro da outra) para aguentarem mais resíduos sem estourar.


Quando pensamos nessa época de chuva logo nos lembramos das enchentes. Para evitar que isso aconteça, lembre sempre de colocar o lixo na rua de maneira correta, bem embalado e próximo ao horário de coleta.

Além disso, mantenha os sacos plásticos em lugares altos para evitar que cachorros os rasguem, ou que saiam “nadando” durante chuvas fortes e, consequentemente, entupam os bueiros da cidade.


Se você não conseguiu escapar da chuva, use as sacolas plásticas amarradas nos pés para se proteger de possíveis doenças, já que córregos e sistemas de esgoto tendem a transbordar. Ou somente para manter o sapato seco e limpo.


Se cada um fazer sua parte, todos saem ganhando e os plásticos são nossos aliados nesse processo.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Finalmente chegaram as férias!

        Finalmente chegaram as férias! Mas as sacolas plásticas não saem de férias, ou melhor, elas saem junto com a gente. É muito importante reutilizar as sacolinhas em suas atividades durante as férias, por exemplo:

Na praia: As sacolas são grandes aliadas na hora de recolher toda a sujeira deixada pelas pessoas na areia e na água. Além disso, podem ser usadas para transportar produtos como protetor solar, alimentos, roupas de banho, entre muitos outros.


Na natureza: Se optar por passeios mais radicais, como trilhas e cachoeiras, leve sempre sacolas plásticas. Elas ajudam a embalar calçados e roupas molhadas, além de alimentos e outros objetos essenciais como lanternas, cordas e barracas.


No parque: Vai fazer piquenique? Então esteja sempre preparado para recolher todos os resíduos usando sacolinhas plásticas. Isso contribui para a preservação do parque e do meio ambiente.


Na pescaria: Quando se está nervoso, nada melhor que uma boa e velha pescaria. Não importa se você vai pescar em lagos, rios ou mares, as sacolas devem estar sempre ao seu lado. Você pode usá-las para armazenar os peixes capturados, pode transportar iscas e produtos para a atividade como anzóis, carretilhas e boias.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Fim de ano chegando, é hora de balanço: como você se comportou em 2017?

Você reutilizou as sacolas plásticas?
Utilizou somente o necessário para transportar suas compras?
Economizou, indo em supermercados que disponibilizavam as sacolinhas gratuitamente?
Usou as sacolas para recolher o lixo da sua casa, no parque ou na praia?
Descartou corretamente seus resíduos, usando as sacolinhas para separar o que é reciclável e o que não é?
Reciclou as sacolinhas?
Colocou o lixo na rua de maneira correta, em lugar alto e  próximo ao horário da coleta, para evitar que as sacolas plásticas saíssem nadando nas enchentes?

Se você fez tudo isso, parabéns! Você merece que Papai Noel seja generoso com você.

Em 2018, continuaremos promovendo a sustentabilidade e a reutilização das sacolinhas e contamos com você para nos ajudar nessa missão!

Boas festas!



quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Dica de reutilização

Veja que maneira criativa de preencher suas almofadas e travesseiros utilizando apenas sacolas plásticas! Desse jeito, contribuímos com a natureza e ajudamos a criar formas criativas de utilizar o plástico em nossas vidas.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Plastivida participa do 1º Encontro sobre Lixo Marinho do Atlântico Sul


O evento vai discutir a presença dos plásticos no ambiente marinho e as formas de mitigação dessa situação


Não, ninguém quer sacolas plásticas no mar. Com o objetivo de discutir formas de mitigar a questão dos plásticos no ambiente marinho, será realizado, no dia 2 de outubro, em Itajaí (SC), o 1º Encontro sobre Lixo Marinho do Atlântico Sul. O evento vai reunir os principais atores da academia, governo e setor privado, e a Plastivida entre eles, para o debate e entendimento da questão.

Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, juntamente com o professor e pesquisador, Alexander Turra, do Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP), terão espaço na programação do evento, onde vão apresentar os trabalhos realizados pela parceria Plastivida e IOUSP, desde 2012, para a realização de um projeto técnico-científico sobre o tema.

A Plastivida comemora um ano do “Fórum Setorial dos Plásticos - Por Um Mar Limpo” (www.porummarlimpo.org.br), um marco na atuação do setor industrial brasileiro para compreender a origem da poluição dos mares, articular entre diversos setores e propor ações para mitigar esse problema de grandeza mundial. Com ações que envolvem públicos diversos – a população, as indústrias e o poder público – o fórum tem atuado em níveis nacional e internacional, com o objetivo de contribuir com a mudança desse cenário.
Segundo Miguel Bahiense, a questão dos resíduos no mar é complexa, multisetorial e sua solução depende de ações que envolvam a sociedade, a indústria – não só a do plástico, mas de forma geral, e o poder público. “Não importa o que é encontrado nos mares. Seja plástico ou não, seja reciclável ou não, não deveria estar ali. Precisamos atuar pela conscientização para evitar o descarte inadequado, seja qual for o produto, de um pneu a uma garrafa, de plástico ou não, por exemplo. Nós enquanto cidadãos somos parte do processo”, afirma o executivo

SERVIÇO: 1º Encontro sobre Lixo Marinho do Atlântico Sul
Data: dia 2 de outubro
Local: Centreventos – Itajaí (SC)

Informações e inscrições: http://www.veleiro.eco.br/pt/eventos/