terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Olha que iniciativa bacana! O Recicle Ideias recomenda.

Passeio ciclístico conscientiza sobre coleta de fezes de animais

Publicação: 18/02/2014 11:11 Atualização: 18/02/2014 11:44

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realiza, no próximo domingo, um passeio ciclístico do Parque da Jaqueira até o Marco Zero, no Recife, utilizando a ciclofaixa de turismo e lazer. A atividade faz parte da campanha O bom cidadão recolhe as fezes do seu cão, que integra o Programa Cidadania para Melhoria da Relação Homem-Animal de Estimação em Centros Urbanos, realizado por estudantes e professores da instituição. 

Com camisas e bandeirinhas da campanha, os participantes pretendem mobilizar ciclistas, pedestres e motiristas sobre a importância do recolhimento das fezes dos animais nas ruas como atitude cidadã de higiene e prevenção de doenças. A saída está marcada para as 8h, do Parque da Jaqueira e, ao chegar no Marco Zero, o grupo distribuirá folders, sacolas-luvas biodegradáveis, gibis e demais materiais de divulgação.
Após o passeio ciclístico, o grupo se mobiliza durante o Carnaval, junto ao bloco fundado por médicos veterinários Me Dê seu Bichinho que eu Cuido. A agremiação desfila tradicionalmente no Bairro do Recife no Sábado de Zé Pereira, com saída do Marco Zero às 19h. Outros bairros e praças serão palco para as atividades da campanha, que também abordará a necessidade da criação de lixeiras adequadas ao descarte das fezes dos pets, tanto nas ruas quanto nos prédios e condomínios.
O lançamento da campanha, no dia oito de fevereiro, movimentou a Praça Souto Filho, também conhecida como Praça dos Cachorros, em frente à entrada principal do Parque da Jaqueira. Ao longo do dia, foram abordadas mais de mil pessoas, que receberam todo o material, além de vermífugos para os animais. Segundo um dos coordenadores do projeto, professor Marcelo Teixeira, a aceitação foi bastante positiva por parte do público. “Conversamos com pessoas que levaram seus cães e também com outras que não possuem animais, pois a ideia é envolver todos, fazendo com que se tornem multiplicadoras e agentes sociais”, afirmou.

O projeto, elaborado por docentes do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal (DMFA), tem apoio de várias empresas privadas (Royal Canin, Hospital Veterinário Harmonia, Hills e Bayer) e instituições públicas (CRMV, Anclivepa-PE e Emlurb), entre outros.

O Decreto 19.238, de 27 de março de 2002 regulamenta o trânsito de animais em logradouros públicos e áreas privadas de uso coletivo no Recife. Em seu Artigo 4º, atribui aos donos dos cães a responsabilidade pela destinação adequada das fezes dos seus animais, por meio do recolhimento e armazenamento em sacos plásticos, para posterior depósito em lixeiras. Apesar do mecanismo legal, deixar as fezes dos bichos nas ruas ainda é um hábito comum na capital pernambucana.
Fonte: Diário de Pernambuco.com.br

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Qual a sua opinião? Veja abaixo a matéria na integra.


Reunião sobre o fim das sacolas plásticas tem debates acalorados

14/02/2014 11h47
SÉRGIO SANTIAGO
Nivaldo Ferreira, secretário de Meio Ambiente, e Márcio Lage, empresário
Galeria de fotos
Ânimos exaltados e clima tenso marcaram mais uma reunião sobre a substituição das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais de Itabira, nessa quinta-feira, 13 de fevereiro. Comandada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Nivaldo Ferreira, o encontro teve como público alvo os comerciantes que serão impactados diretamente com a nova lei.
 
Quando Nivaldo chegou à sede da CDL para a reunião, as discussões já estavam quentes. Ele assumiu o microfone, argumentou a favor da extinção das sacolas e disse se tratar de uma tendência mundial. “As sacolinhas não são as vilãs da história. Elas são apenas parte do problema”, ponderou. De acordo com Nivaldo, a lei municipal deveria ter entrado em vigor quatro meses após sua aprovação, em 2009, mas como não entrou, houve ainda mais tempo para as discussões.
 
Representantes de várias empresas presentes ao encontro se manifestaram contra a extinção das sacolinhas. É o caso de Marcelus Augusto Reis Oliveira, diretor da Criarte, empresa que produz o material. De acordo com o empresário, há interesse do setor supermercadista nesta lei, que ficaria isento das despesas com a embalagem. “A partir do momento que se deixar de fornecer a sacola, as pessoas vão comprar sacos de lixo. E isso gera lucro para o supermercado”, disse, referindo-se ao uso das sacolinhas no acondicionamento de lixo doméstico.
 
Marcelo trouxe para a reunião uma lei estadual, aprovada e vetada pelo governador, que obriga os estabelecimentos comerciais a providenciarem gratuitamente sacolas plásticas biodegradáveis ou oxi-biodegradáveis para acondicionamento de mercadorias em todo o estado. O projeto de lei deverá voltar à Assembleia Legislativa. Ele também citou exemplos de outras cidades em que a lei enfrentou problemas, como Belo Horizonte e Ipatinga.
 
O empresário Márcio Lage, que também é vice-presidente regional da Associação Mineira dos Supermercados (Amis), disse que a legislação tem de ser cumprida. Ao se pronunciar, afirmou que a lei já foi aprovada, discutida em todas as instâncias da sociedade e regulamentada. “Esta é uma reunião para esclarecimentos. Não existirá sacola mais a partir de outubro”, afirmou.
 
Prazo
A circulação das sacolas plásticas comuns será proibida a partir de abril deste ano, atendendo à Lei Municipal 4.281/2009 (regulamentada pelo Decreto 960/2013). Já a proibição das sacolas biodegradáveis e oxi-biodegradáveis entrará em vigor a partir de outubro. A Prefeitura vai iniciar uma campanha voltada aos consumidores com o objetivo de divulgar a lei e estimular o uso de materiais alternativos, como sacolas retornáveis, sacos de papel e caixas de papelão.

Fonte: http://www.defatoonline.com.br/noticias/ultimas/14-02-2014/reuniao-sobre-o-fim-das-sacolas-plasticas-tem-debates-acalorados

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

As sacolas plásticas que você não usa mais podem virar madeira plástica.


“Madeira plástica'' ganha espaço no mercado
Valor Econômico – 30/01/2014

Ao utilizar matéria-prima reciclada, evitando o despejo de resíduos em aterros e lixões, a chamada "madeira plástica" ganhou sofisticação tecnológica e rompeu barreiras culturais para se fixar como alternativa na construção civil. "As dificuldades com a madeira tradicional, em função dos custos e exigências de certificações ambientais, abriram o nosso caminho", conta Gabriela Borges, gerente da Ecoblock, fabricante de perfis para decks de piscina, assoalhos e outras aplicações. Imune à ação de cupins, o material contém fibras vegetais, como casca de coco e arroz, e sucata de plástico adquirida junto a indústrias e cooperativas de catadores, no total de 500 toneladas por mês. De acordo com Gabriela, o novo mercado cresce entre 30% e 40% ao ano, tendo a durabilidade e facilidade de manutenção como principais fatores de venda. O preço, 20% superior ao da madeira comum, se equipara ao da madeira convencional com selo de certificação.

No caso da Wisewood, de Itatiba (SP), o foco do material reciclado é a alta resistência, como dormentes para ferrovias, tradicionalmente fabricados com madeira de lei e, mais recentemente, também com eucalipto. "Com plástico misturado à fibra de vidro e outros componentes, o dormente pode ser adaptado às necessidades de cada ferrovia", informa Bruno Igel, diretor administrativo. Para ele, ao contrário da madeira natural, "a disponibilidade de matéria-prima oriunda do lixo cresce proporcionalmente ao aumento da renda e do consumo da população". Com tecnologia do Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foram até o momento produzidas 200 mil unidades, vendidas principalmente para a MRS, concessionária que opera 2 mil km de linhas férreas no país. O material é também empregado pela empresa na fabricação de mourões para cercas de fazendas e cruzetas de postes da rede elétrica.


Nos Estados Unidos, maior produtor global, o mercado de madeira plástica gira em torno de US$ 5,2 bilhões por ano, com usos que já incluem janelas, bancos, telhas e lâminas para substituir a madeira compensada, além de pisos com padronagens que imitam o produto natural. O insumo reciclado contribui para a redução de emissões de carbono e, devido a isso, sua utilização no lugar da madeira tradicional é positiva para o meio ambiente. No entanto, de acordo com especialistas, o mesmo não se pode afirmar a respeito de outros materiais associados a alto consumo energético ou poluição. Estudos comparativos complexos e dependem de vários fatores, mas uma pesquisa recente divulgada por uma universidade britânica concluiu que o desempenho da madeira na construção civil supera em até dez vezes o do cimento e do aço em economia de energia e gases do efeito estufa.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Designers de Jaraguá do Sul estudam as possibilidades do plástico pós-consumo- Notícia do Diario Catarinense

Designers de Jaraguá do Sul estudam as possibilidades do plástico pós-consumo Cristiano Santos/Agencia RBS
A dupla catarinense recicla, principalmente, sacolas de supermercadoFoto: Cristiano Santos / Agencia RBS


Adriane Socreppa e Flávia Vanelli apresentaram a Ratorói no Inspiramais, em São Paulo

Uma dupla de designers catarinenses, de Jaraguá do Sul, fez sucesso na 9ª edição do Inspiramais, realizado em São Paulo. Adriane Socreppa e Flávia Vanelli respondem pela Ratorói, marca que desde 2009 estuda as possibilidades de aplicação do plástico pós-consumo. As sacolas de supermercado, por exemplo, são as mais usadas no processo.

Foto: Fran Jung/Divulgação

– São lâminas que podem ser utilizadas industrialmente para a criação de elementos de moda e design: acessórios, calçados, móveis, utensílios e objetos para decoração
– esclarece Flávia.

>> A nacionalidade como referência para o verão 2015

A participação no salão paulista veio através de um convite de Ilse Guimarães, da Assintecal. Jornalistas e empresários de outros países, com forte presença no evento, ficaram encantados com o trabalho das catarinenses. 

Foto: Fran Jung/Divulgação

Para produzir as lâminas, o material percorre o caminho sustentável das eco-indústrias. São resíduos que vêm do excedente da indústria ou do descarte pós-consumo. 

Os plásticos são triados pela Associação Jaraguaense de Recicladores do Vale do Itapocu para, em seguida, serem transformados em pedaços que passam por um processo de pressão e calor e se fundem transformando-se em uma lâmina sólida.
O repórter viajou a convite da organização do Inspiramais.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sacolas plásticas podem voltar a ser distribuídas de graça

As sacolas plásticas podem voltar a ser distribuídas gratuitamente nos supermercados e demais varejistas de Belo Horizonte, graças a um projeto de lei estadual aprovado nesta quarta (18/12) em segundo turno na Assembleia Legislativa. O substitutivo nº 2 do Projeto de Lei (PL) 1.023/11 obriga a distribuição gratuita de sacolas  biodegradáveis ou oxibiodegradáveis. Para virar lei, falta a sanção do governador Antonio Anastasia. 

Caso o projeto seja sancionado, a regra estadual se sobrepõe às legislações municipais que regulam o mesmo assunto e são conflitantes. Em Belo Horizonte, por exemplo, a venda de sacolas está proibida e a distribuição gratuita ao consumidor é facultativa. 
O advogado Bruno Burgarelli, da comissão de defesa do consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), explica ainda que a lei municipal pode ser mais restritiva do que a estadual, mas nunca contraditória. Isso significa que Belo Horizonte pode continuar, por exemplo, exigindo o uso apenas de material biodegradável compostável, mas essas sacolas terão que ser entregues gratuitamente.