quarta-feira, 14 de março de 2012

Reciclar! - Designer cria botas usando sacolas plásticas

A designer chilena Camila Labra apostou no uso das sacolas plásticas para confecção de botas intituladas 'Daccas'.
A artista utiliza a técnica de fundir as sacolas por meio do calor: é gerada uma lâmina mais grossa e resistente que conserva as propriedades do polipropileno, que é impermeável, flexível, leve e não tóxico.

Para cada par são usadas em média oito sacolas plásticas.
As botas são revestidas por dentro com tecido acolchoado que impede a transpiração e as tornam mais confortáveis.
Camila Labra esclarece que sua inspiração veio ao observar as pessoas usando sacolas por cima dos sapatos para tentar minimizar os efeitos da chuva.



 

segunda-feira, 12 de março de 2012

CONAR manda APAS suspender campanha contra sacolas plásticas

Conar decide que APAS deve suspender campanha contra sacolas plásticas

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) decidiu, por unanimidade, que a Apas (Associação Paulista de Supermercados) deve suspender imediatamente sua campanha publicitária contra as sacolas plásticas. A Apas informou que ainda não foi intimada.
A representação foi feita pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, que se baseou no "Anexo U" do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária que trata de "Apelos de Sustentabilidade" na publicidade no Brasil. Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, "os princípios éticos exigidos no Anexo U não foram respeitados pela campanha, intitulada Vamos Tirar o Planeta do Sufoco". Ainda segundo Kaimoti, "por meio desta iniciativa e considerando o resultado unânime obtido no julgamento, mostramos à sociedade que a publicidade da Apas em questão não respeita o cidadão, caracterizando uma tentativa de propaganda enganosa".
A ação movida pela Plastivida procurou mostrar que o conteúdo da campanha contraria os oito itens da ética publicitária no que se refere à sustentabilidade. Durante o processo no Conar, a Apas não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais citados na campanha. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, "a campanha não se mostrou verídica, não apresentou informações com exatidão e clareza, não apresentou fontes científicas para comprovar suas posições, ou seja, deixou a concretude, exigida no código, de lado".
Outro pronto questionado pela Plastivida no processo se refere ao fato de que, em momento algum da campanha, a Apas informou ao cidadão que o custo das sacolas já é embutido no preço dos produtos e que, apesar de deixar de distribuí-las, estas continuam a ser cobradas indiretamente, caracterizando claro prejuízo econômico ao consumidor, sem qualquer vantagem ambiental.
Em nota a Associação Paulista de Supermercados informou, por meio de sua área jurídica, que aguarda a intimação para conhecer na íntegra as razões que levaram o Conar a decidir pela suspensão da campanha "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco". Somente após tomar conhecimento formal, a Apas irá se manifestar acerca da decisão e das medidas a serem tomadas.


CONAR
 
O Conar visa impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas. Constituído por publicitários e profissionais de outras áreas, o conselho é uma organização não-governamental que visa promover a liberdade de expressão publicitária e defender as prerrogativas constitucionais da propaganda comercial. Sua missão inclui principalmente o atendimento a denúncias que são julgadas pelo Conselho de Ética. Quando comprovada a procedência de uma denúncia, é sua responsabilidade recomendar alteração ou suspender a veiculação do anúncio.


Via: Jornal ABC Repórter

quinta-feira, 8 de março de 2012

Conar suspende campanha da APAS que prega o banimento de sacolas plásticas

A campanha publicitária da Apas sobre as sacolas plásticas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho.

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu por unanimidade, na última quinta-feira, 1º de março, pela suspensão da campanha Vamos tirar o planeta do sufoco, veiculada em jornais, revistas, internet, outdoor e materiais promocionais e ações internas nos supermercados, com objetivo de mostrar as sacolas plásticas como vilãs do meio ambiente. A campanha é uma iniciativa da Associação paulista de Supermercados (Apas) e do Governo do Estado de São Paulo.

A campanha publicitária da Apas sobre as sacolinhas foi suspensa por unanimidade de votos, em reunião da 1ª Câmara, por estar fora dos padrões legais da normatização do Conselho, especialmente no aspecto que zela pela sustentabilidade, pelas questões socioambientais e pelo direito do consumidor.

A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br

quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais ações pelo uso sustentável dos plásticos

O ano de 2011 foi marcado por uma série de ações da Plastivida e do INP para reforçar a relevância da utilização sustentável dos plásticos na vida moderna. Além disso, as duas entidades, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), intensificaram sua atuação em favor da conscientização da sociedade sobre a importância do consumo responsável de sacolas plásticas, evitando o desperdício.

Esta última ação aconteceu na sequência do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, desenvolvido desde 2007 por essas três entidades, com apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas entidades congêneres nos estados.

A grande novidade neste ano foi a ampliação da Escola de Consumo Responsável, que faz parte do Programa. Esta ação educacional visa disseminar o conceito sobre consumo consciente de produtos, o uso racional dos recursos naturais e a destinação correta de embalagens reutilizáveis, como as sacolas plásticas, para educadores, estudantes, profissionais do varejo, gestores do meio ambiente e a população em geral.

Em Blumenau, onde a Escola foi lançada nacionalmente com o apoio do varejo, a inovação foi precisamente estender as aulas sobre o consumo responsável de sacolas plásticas, antes destinadas apenas ao varejo e aos consumidores, também aos professores e alunos das redes estadual e municipal de ensino. Para tanto, foram produzidas e distribuídas 70 mil Cartilhas de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas.

O passo seguinte consistiu em uma parceria com a prefeitura de São Bernardo do Campo, a qual resultou no lançamento, em dezembro, do portal da Escola, que pode ser acessado gratuitamente por toda a população no endereço www.escoladeconsumoresponsavel.org.br. O apoio irrestrito da prefeitura, por meio do prefeito Luiz Marinho, foi fundamental para o envolvimento do varejo local e o sucesso da iniciativa.

O portal enfatiza que as sacolas plásticas são materiais reaproveitáveis e não descartáveis, sendo importante consumi-las responsavelmente. Também reforça a importância de reduzir o desperdício dessas embalagens por meio da utilização de sacolas certificadas, mais resistentes, com o Selo de Garantia de Qualidade do Programa de Consumo Responsável.
Como se vê, a abordagem não é restrita ao tema das sacolas plásticas, mas abrange todos os materiais reaproveitáveis. O propósito é educar para o consumo responsável, independentemente do tipo de embalagem ou material.
Com a capacitação de cerca de 6 mil profissionais de varejo e a conscientização de mais de 3 milhões de consumidores no país, o Programa já conseguiu reduzir em 27% o consumo de sacolas plásticas no Brasil, base 2007. Isso representa mais de 5 bilhões de sacolas plásticas. A meta do Programa é reduzir o consumo em 30% no ano de 2012.

O portal da Escola disponibiliza aulas on-line e jogos de avaliação de retenção de conhecimento sobre o consumo responsável. O material didático ficará disponível para download. O acesso é gratuito, qualquer cidadão poderá se inscrever, realizar o curso e obter o certificado.
Além disso, planejamos lançar a Escola de Consumo Responsável em outras cidades, com novas parcerias locais, como em Blumenau e São Bernardo do Campo.
Paralelamente, buscamos esclarecer a sociedade sobre as graves consequências aos consumidores, ao meio ambiente e à saúde pública que poderiam resultar de acordos entre supermercados e governos, bem como de legislações que pretendam banir injustificadamente a distribuição das sacolinhas.

Quando escrevíamos este artigo em dezembro, a Justiça de São Paulo havia suspendido a lei do município de São Paulo, que pretendia proibir a distribuição das sacolas pelos supermercados a partir de 1º de janeiro de 2012, por considerá-la inconstitucional**. Ao longo de 2011, dezenas de leis municipais que visavam o banimento também foram suspensas liminarmente ou extintas pela Justiça paulista, inclusive com julgamento de mérito, sem caber recurso.
Para contribuir com o conhecimento sobre sacolas plásticas e sustentabilidade, a Plastivida divulgou os resultados de dois estudos. O primeiro, realizado pela Agência Ambiental do Reino Unido, concluiu que a sacolinha mostrou cientificamente melhor desempenho ambiental quando comparada a outras embalagens. De nove categorias ambientais avaliadas, ela teve melhor desempenho em oito delas, destacando-se menor emissão de CO2, causador do efeito estufa, e menor consumo de matéria-prima para a fabricação.

O outro estudo, feito no Brasil pelo Instituto Espaço Eco, mostrou que não há um tipo de sacola que definitivamente ou incondicionalmente apresente o melhor desempenho ambiental em todas as situações (maior ou menor quantidade de idas ao supermercado por mês, maior ou menor volume de compras etc.). Ficou demonstrado que, em determinadas circunstâncias, como poucas idas ao supermercado e poucos produtos comprados por mês, perfil comportamental da maioria dos consumidores brasileiros, as sacolas plásticas comuns são mais ambientalmente eficientes que as retornáveis.
A Plastivida também divulgou nacionalmente os resultados da pesquisa realizada pela Maxiquim sobre reciclagem de plásticos pós-consumo no Brasil. O percentual de reciclagem, de 17,9% em 2009, elevou-se em 2010 para 19,4%, o equivalente a 606 mil toneladas.

Com isso, o Brasil ficou na nona posição mundial na reciclagem dos plásticos, atrás da Alemanha (34%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%), Noruega (25,7%), Suíça (24%), Itália (23%), Eslovênia (21,4%) e Dinamarca (21%). A média da União Europeia em 2009 havia sido de 21%.
As 738 recicladoras de plásticos faturaram R$ 1,95 bilhão (aumento de 5,2% em comparação a 2009) e geraram 18,3 mil empregos diretos. A indústria de reciclagem utilizou apenas 64,5% de sua capacidade instalada, que é de 1,5 milhão de toneladas. Isso mostra o quanto é preciso avançar em termos de coleta seletiva, para prover mais matéria-prima às recicladoras. Dos 5.565 municípios, apenas 443 (8%) contam com essa coleta estruturada.

Esses dados reforçam nossa posição de que a educação, disseminando os conceitos de consumo responsável, reutilização dos produtos e destinação adequada dos resíduos (entre eles os plásticos), é o canal mais eficaz para que toda a sociedade atue em favor da sustentabilidade.

Miguel Bahiense - Presidente da Plastivida Instituto Socio-Ambiental dos Plásticos.

Via: Portal Plástico

terça-feira, 6 de março de 2012

Coordenadora do curso de gestão ambiental da Faculdade Eniac fala sobre os riscos de contaminação das caixas de papelão

Diversos supermercados oferecem caixas de papelão aos clientes como alternativa às sacolinhas plásticas na hora de embalar as compras. No entanto, o perigo pode estar invisível aos olhos.


Caixas de papelão usadas como embalagem de produtos de limpeza, sabão em pó, detergentes e até de perecíveis armazenam as compras. Muitas vezes, antes de serem colocadas nas lojas, as caixas ficam amontoadas em depósitos, expostas a insetos ou algum outro tipo de contaminação. “Os supermercados são obrigados a oferecer uma opção gratuita aos seus clientes na hora de transportar suas compras. No entanto, as caixas de papelão não são as mais indicadas e nem as mais higiênicas”, disse a coordenadora do curso de gestão ambiental da faculdade Eniac, Vânia Haddad.

A coordenadora alerta os supermercados que a opção gratuita à exclusão das sacolinhas pode acabar saindo caro aos estabelecimentos. “É uma forma precária de opção. Caso aconteça alguma contaminação de alimentos por causa de substâncias que possam estar contidas nas caixas, os supermercados podem ser responsabilizados judicialmente. Quem cede, é o responsável”, explicou.